Nesta segunda-feira, 09 de março, a Universidade Federal de Jataí (UFJ) realizou a ação Banco Vermelho, iniciativa conduzida pelo Comitê Mulheres da UFJ que marca a adesão da instituição ao projeto nacional criado pelo Instituto Banco Vermelho. A proposta é reconhecida pela Lei Federal nº 14.942/2024 como parte das políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil.
A atividade reuniu membros da comunidade acadêmica em um momento de reflexão e conscientização sobre a violência de gênero. Durante o ato, foram apresentados os bancos vermelhos instalados no campus, que passam a integrar a campanha permanente de sensibilização sobre o feminicídio. Ao todo são seis bancos e um ponto de ônibus, espalhados pelo Campus Jatobá e pelo Campus Riachuelo.

A vice-reitora e presidenta do Comitê Mulheres da UFJ, professora Alana Flávia Romani, destacou a urgência do tema ao lembrar que, no Brasil, em média, quatro mulheres são assassinadas por dia. Segundo ela, a proposta do Banco Vermelho convida a sociedade a parar e refletir sobre essa realidade. “De fato, precisamos sentar e refletir, como propõe a campanha do Banco Vermelho. É uma ação simbólica, mas que traz um significado muito importante para todas nós”, afirmou.
A professora Helga Martins, diretora do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas (ICSA) e integrante do Comitê Mulheres da UFJ, também ressaltou dados preocupantes relacionados ao feminicídio no país, como os registros de mais de 1.500 casos do crime no Brasil em 2025. “Esta é uma luta mundial e cotidiana de todas as pessoas no combate à violência contra a mulher. Afinal, esses números são pessoas”, enfatizou.
Representando a Associação dos Docentes do Campus Avançado de Jataí (ADCAJ), a vice-presidenta, Michele Silva Sacardo, reforçou a importância do reconhecimento do projeto Banco Vermelho como uma política pública de prevenção à violência contra a mulher e de fortalecimento da conscientização social sobre o tema.
Para a diretora de comunicação e integrante do Comitê Mulheres da UFJ, Estael de Lima Gonçalves, com os bancos vermelhos a universidade se torna um espaço de memória, alerta e esperança. “Os Bancos Vermelhos não são bancos comuns, pois representam as vidas que foram interrompidas pela violência. Cada banco é, ao mesmo tempo, um memorial e um chamado à ação. O objetivo com o projeto é transformar a dor em conscientização”, destacou.
O reitor da UFJ, professor Christiano Peres Coelho, destacou que o contexto atual exige mais reflexão do que celebração no Dia Internacional da Mulher. “Nesta data de 8 de março, diante de números que nos envergonham, não há muito o que comemorar. Por isso, ações e políticas públicas como essa são fundamentais para que possamos avançar em mudanças e melhorias”, afirmou.


Mais do que um elemento simbólico, cada banco vermelho instalado passa a representar um alerta permanente contra o feminicídio e um convite à responsabilidade coletiva no enfrentamento da violência contra a mulher.
Em casos de violência, é fundamental denunciar. O atendimento é feito de graça pelo telefone 180, canal nacional de apoio e orientação às mulheres.
Texto: Secom/UFJ